Living Layers
LISBOA, OUTUBRO 2025
Living Layers é um microecossistema vertical. Foi concebido para acolher plantas comestíveis e outras formas de vida, promovendo relações simbióticas. Trata-se de uma iteração vertical da permacultura, com o objetivo de trazer biodiversidade para as cidades.
Com a sua camada dupla e a área úmida maximizada, purifica o ar. Living Layers funciona como um processo de design, podendo ser implementado de forma flexível em qualquer local, clima ou ecossistema local.
Problemática
Agricultura monocultural, culturas geneticamente modificadas, desgaste do solo, uso excessivo de pesticidas e antibióticos. A agricultura em grande escala depende de combustíveis fósseis, produtos químicos, enormes quantidades de água limpa e cadeias de abastecimento globais. Os seus efeitos colaterais transformaram o sistema alimentar atual num dos principais contribuintes para a emergência ambiental.
A forma como temos cultivado, colhido e distribuído alimentos pelo mundo desequilibrou a biodiversidade da terra, esgotou os seus recursos naturais e afetou a nossa saúde e bem-estar.


Metodologia
Este projeto reinventa a agricultura vertical como ecossistemas simbióticos vivos, combinando design, computação e inteligência natural para co-criar estruturas bioreceptivas, de baixa tecnologia e adaptáveis, que promovem alimentos e biodiversidade nas cidades.
O processo de design considera as plantas como agentes que negociam o seu espaço ideal numa superfície bidimensional, equilibrando necessidades de luz, água e proximidade. O algoritmo gera e avalia múltiplos cenários, ajustando a posição das plantas para otimizar a exposição solar. Finalmente, a disposição cria bolsos na superfície, promovendo biodiversidade e funcionalidade no sistema.
Actividades

Materiais sustentáveis
Pesquisa de materiais bioreceptivos para impressão 3D, explorando compósitos e recursos locais, como a argila. Inspirando-se em sistemas de irrigação tradicionais e na biomimética, estes materiais permitem absorver e distribuir água de forma natural, criando condições ideais para plantas e micro-habitats.

Design computacional
Através do design computacional, o projeto cria formas orgânicas que apoiam o crescimento das plantas e a captação de água, ao mesmo tempo que oferecem micro-habitats para organismos benéficos. Essas estruturas são pensadas para se adaptar a diferentes espaços urbanos, como telhados, varandas, pátios e praças.

Sistemas Hidropónicos Passivos
As estruturas funcionam como sistemas hidropónicos passivos e de baixa tecnologia, autoirrigáveis e sem necessidade de energia externa. Estes sistemas promovem a biodiversidade, melhoram a qualidade do ar e aumentam a produção de alimentos nos ambientes urbanos.

Comunidade e Acesso Aberto
O projeto promove a participação comunitária e o acesso aberto, partilhando designs, métodos de construção e pesquisas de materiais de forma open-source. Assim, as comunidades podem replicar e adaptar os sistemas, fortalecendo a autonomia alimentar, a literacia ecológica e a coesão social.
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